Entrevista, Francisco Marcelo Cabral

No. 5.548, Domingo 9 de Enero del 2011 

El periodismo no debe estar al servicio de quienes ostentan el poder, sino de quienes necesitan el apoyo y la solidaridad ante los atropellos de quienes ostentan el poder. 
Luccia Delucca 

Francisco Marcelo Cabral 

A sensibilidade pela poesia escrita pode ser 
uma manifestação espontânea 

Por: Libros y Letras/ Bogotá. 
Tuvimos la grata ocasión de conocer algunas poesías de este maravilloso poeta brasilero. Nació en 1930, en Cataguases, una hermosísima ciudad de Minas Gerais. Varios han sido sus libros que lo han catapultado hacia las alturas poéticas, como O Centauro (1949); Inexílio (1979); Baile de Câmara (1992); Poema em Três Cantos (2000); Pedra de Sal (2003); Livro dos Poemas (antologia, 2003) y Cidade Interior (2007). Sobre él, han escrito grandes escritores brasileros: “O livro é grande. Sincero o digo, olha: até do Poema da Identidade estou gostando... ¿Não é engraçado? Poesia é coisa-causa, difícil e fácil; é uma espécie de contágio” Guimarães Rosa, 1954. “Rigoroso, inventivo, impecável” José Lino Grünewald, 1993. “Se toda viagem é a bus de um regresso — primordialmente um regresso à infância —, Francisco Marcelo Cabral, como não poderia deixar de ser, assim regressa, sem cessar, à sua ítaca-mundominias” André Cefrin. 

El siguiente, “Água-forte”, es uno de sus más bellos poemas:

Sigo trilhas do nenhum-destino.
Pegadas folhas avisam houve alguém.
O sol o chão cobre de ouro e ocre.
Escorrego na lama de caulim,
esmago musgos e besouros.
Flechas de chuva nuvêm
lavarbrunir as pedras
onde lagaros pregiásperos
verdormitam
no horizontempo
a que perdidoporto voo
cativo pelas penas, bico adentro
da aguarosa da luz que tardescai 

Pero también “Romance en Septiembre” es igual de hermoso: 

Ao todo são sete portas 
E ao todo sete sacadas 
Sete navalhas e aortas 
Sete mortes despejadas 
— às sete — em sete calçadas 
Sete paixões funerárias 
E sete os amores findos 
E sete fundos abismos 
Ou sete camas de terra 
Sete saias de ouro e couro 
Sete rosas-rosa a pino 
Sete repiques de sino 
E sete luas de luto 
Sete coroas de cardos 
Sete tardes de domingo 
Sete jornais matutinos 
Sete ais sete suspiros 
Sete noites mal dormidas 
Sete mulheres baldias. 

Vía Internet logramos “dialogar” con él: 

- Muchas veces se ha dicho que el poeta nace y no se hace ¿qué opina al respecto? 
- A sensibilidade pela poesia escrita pode ser uma manifestação espontânea mas é o poema que ele primeiro lê e depois escreve que faz nascer o poeta, O poeta é “após “o poema. Cheguei a afirmar um dia que “Não há poetas, há poemas” e continuo a pensar assim. O poeta nasce artísta , um ser com sensibilidade específica para todas as formas de expressão de arte, mas é o escolher o poema que lhe dá existência. 

- ¿Cuáles fueron sus primeras lecturas poeticas? 
- Poemas para crianças de Olavo Bilac, letras de hinos patrióticos, quadrinhas populares, coisas assim. 

- ¿Qué poetas latinoamericanos tuvo usted, en su adolescencia, en sus manos? 
- Rubén Darío, Neruda, Salinas, José Martí, Rómulo Gallegos, etc. 

- ¿Qué poetas mundiales siempre fueron leídos por usted? 
- Villon, Victor Hugo, Rimbaud, Baudelaire, Poe, Pessoa, Lorca, Maiacóvski Borges etc., sem falar nos grandes poetas brasileiros. 

- ¿Cree que realmente existan las “musas” para poder escribir poesías? 
- Não. O poema não tem origem definida. Pode ser “inpirado” pelo sentimento de amor, pela consciência da finitude, pela pura alegria de viver, pelo simples jogo das palavras, e até pelo patriotismo e compromisso politico (nessas casos, geralmente o panfleto predomina sobre a expressão artística). 

- ¿En qué se inspira usted para escribir sus poemas? 
- Não me inspiro em nada especificamente. Lanço o primeiro verso ou imagem no papel e vou desenvolvendo o jogo de sedução das metáforas e do ritmo. Mas uma personagem – amada ou amigo – um conceito, uma reflexão, podem deflagrar o processo, que é todo mental e artesanal. 

- ¿Cómo surgió su primer libro de poemas? 
- Quando achei que tinha um bom número de poemas e pelo fato de ser ainda um adolescente, o livro passou a ser um aviso de presença. Na época eu escrevi: “Eu não quero ser mudo, preciso ser poeta”. Dai O Centauro, de 1949,. 

- ¿Conoce usted algo de la poesía colombiana? 
- Infelimente não. 

El médico Fernando Cesario escribió una “adenda” respecto a este poeta: “o Francisco Marcelo Cabral, “Chiquim Cabra”, para nós, é um extraordinário poeta. E com um dado histórico muitíssimo interessante: ele foi amigo de Guimarães Rosa. Enquanto o Guimarães escrevia Grande Sertão: Veredas, eles trabalhavam juntos e o Chiquim Cabral leu Grande Sertão no original ¿Não é interessante isso?”. 

Nota: necesitamos hacer de América Latina un gran poema de afectos. Si algún poeta latinoamericano ha leído esta entrevista y desea entrar en contacto con el maestro Francisco Marcelo Cabral, nos lo indican y les daremos las respectivas coordenadas.

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